Com o intuito de diminuir os casos de suicídio, CVV passa a ter ligações gratuitas em todo o Brasil

Com a expansão das redes sociais, casos de suicídio deixam de ser ‘escondidos’ pela grande mídia e passam a ter cada vez mais destaque nos noticiários. Não raro presenciar alguém declarando interesse em tirar a própria vida em grupos online ou mesmo compartilhar a morte em lives.

Segundo o Ministério da Saúde, o índice de suicídios cresceu entre 2011 e 2015 no Brasil – sendo a quarta maior causa de mortes entre jovens de 15 e 29 anos. Enquanto em 2011 foram registradas 10.490 mortes (5,3 a cada 100 mil habitantes), em 2015 o número chegou a 11.736 (5,7 a cada 100 mil).

De acordo com o Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), os homens são os que apresentam as maiores taxas de mortalidade (79% do total). Por outro lado, as mulheres são maioria no que diz respeito às tentativas (69%) – 31,1% delas tentam mais de uma vez.

Entre 2011 e 2016 ocorreram 48.204 tentativas e o principal meio é envenenamento ou intoxicação (58%). Quanto às mortes, o método mais utilizado é o enforcamento: 66,1% entre os homens e 47% as entre mulheres, seguidos por intoxicação exógena e armas de fogo, consecutivamente.

Viúvos, solteiros e divorciados também foram os que mais morreram por suicídio (60,4%). Sendo os indígenas são os que mais cometem suicídio (15,2), se comparados com brancos (5,9) e negros (4,7).

Atualmente, a média nacional de suicídio é 5,5 casos a cada 100 mil habitantes. Ou seja, anualmente, 11 mil pessoas tiram suas próprias vidas no Brasil. Os idosos também preocupam, sendo 8,9 casos a cada 100 mil habitantes nos últimos anos. Os seis estados com maiores taxas de suicídio no país são Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Roraima, Piauí e Amazonas.

Ainda conforme o levantamento, a existência de um Centro de Atenção Psicossocial (Caps) nas cidades reduz em 14% o risco de suicídio. Todavia, eles estão presentes em apenas 2463 dos quase 6 mil municípios brasileiros.

Como parte do Plano Nacional de Prevenção ao Suicídio, que visa diminuir os casos em 10% até o ano de 2020, as ligações para o CVV (Centro de Valorização da Vida); associação civil sem fins lucrativos que trabalha com prevenção ao suicídio, por meio de voluntários que dão apoio emocional a todas as pessoas que querem e precisam conversar, passam a ser gratuitas em todo o país.

Através do número 188, o centro realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo por telefone, email e chat 24 horas todos os dias.

Até 2016 o CVV tinha uma média de um milhão de atendimentos. Em 2017, esse número dobrou e em 2018 são esperados mais de 2,5 milhões de atendimentos pelo 188.

Além de sugerir a ligação, outras medidas podem e devem ser tomadas diante de alguém que apresenta sinais de comportamento suicída, como não deixar a pessoa sozinha, a remoção de álcool, drogas, medicamentos ou objetos afiados que possam ser usados em uma tentativa de suicídio e o acompanhamento ao pronto atendimento para auxílio de um especialista em saúde mental.

tumblr_opcx1wirIr1w9murbo1_1280

Comentários

Comentários

Adele Grandis: Taurina com ascendente em touro - isso explica muita coisa!