1 em cada 4 homens que transam com homens é portador do vírus HIV

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Um em cada quatro homens que tem relações sexuais com outros homens, no município de São Paulo, é portador do vírus HIV; segundo recente pesquisa encomendada e divulgada pelo Ministério da Saúde.

4 mil voluntários foram entrevistados e aceitaram realizar o teste de HIV. Metade deles nunca tinha feito o exame anteriormente e, 18,4% receberam resultados positivos para a contaminação pelo vírus.

 

Dos participantes, 83,1% se declaram gays, 12,9% heterossexuais ou bissexuais e 4% outros. Do total, 75% fazem sexo apenas com homens.

Ainda segundo o Ministério da Saúde, entre jovens de 15 e 19 anos, a taxa de soropositivos triplicou: de 2,4 subiu para 6,7 casos por 10 mil habitantes. Entre 20 e 24 anos, o índice foi de 15,9 para 33,1 casos por 100 mil habitantes. Apenas 56,6% dos jovens entre 15 e 24 anos usam preservativo com parceiros ocasionais.

E está aí, obviamente, a resposta para o aumento da prevalência do vírus entre homens que transam com homens, fenômeno visto também nos Estados Unidos e países da Europa.

No Brasil, a diminuição do número de campanhas preventivas contribui à queda no uso da camisinha, assim como pelas mudanças no comportamento sexual estimuladas por aplicativos de namoro, que permitem a possibilidade de um número maior de parceiros, com os quais, na maioria das vezes, as pessoas fazem sexo sem proteção.

Em relação aos jovens, muitos estão iniciando a vida sexual sem orientações a respeito da Aids e acreditam que a contaminação esteja bem distante de suas realidades.

Com o avanço nos tratamentos e maior qualidade de vida aos portadores de HIV, tantas outras pessoas não temem mais a doença como anteriormente – vide décadas de 80 e 90, quando o vírus era sinônimo de morte.

O Ministério da Educação se defende, afirmando promover campanhas de prevenção direcionadas aos jovens, especialmente nas mídias sociais, sites de relacionamentos e aplicativos de paquera.

Contudo, ninguém ainda conseguiu, efetivamente, reinventar a educação sexual para as novas gerações de maneira efetiva, especialmente nas campanhas de prevenção da aids. É preciso criar estratégias especificas para cada público, especialmente porque existem grupos distintos, que pensam e agem de maneiras diferentes.

 

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Adele Grandis: Taurina com ascendente em touro - isso explica muita coisa!