O que os solteiros querem?

Há oito anos os Drs. Helen Fisher e Justin R. Garcia se encarregam do levantamento anual Singles in America, que tem como objetivo mapear o comportamento dos solteiros americanos. Para a última edição da pesquisa, aproximadamente 5 mil pessoas, solteiras, de diversas idades, etnias e proveniências, residentes nos Estados Unidos, foram entrevistadas.

Delas, 69% disseram estar prontas para vivenciar um relacionamento sério. Enquanto ele não chega, 55% já se aventuraram em uma amizade colorida e 40% experimentam relações casuais – sendo que, dessas, 29% acabaram virando namoro.

No que diz respeito às casualidades, mais da metade dos entrevistados considera ok encontrar com o pretendente em noites no meio da semana, bem como acompanhar a pessoa até a porta de casa quando o passeio termina. Contudo, menos da metade costuma ver o crush com frequência na semana, dividir a conta ou a comida, uma vez que se trata de uma relação casual.

Dos que vivenciam uma amizade colorida, 96% das mulheres usa algum método contraceptivo (contra 88% dos homens). Neste caso, 74% das mulheres querem exclusividade (enquanto apenas 59% dos homens pensam o mesmo). 66% das mulheres e 59% dos homens mantém o relacionamento casual em segredo. 68% das mulheres que têm um amigo colorido não o apresenta aos seus outros amigos (contra 55% dos homens) e 52% das mulheres não têm outro amigo colorido (contra 46% dos homens).

45% das pessoas que tiveram uma amizade colorida acabaram transformando x amigx em namoradx – 42% por começar a sentir forte atração pelx parceirx, 38% porque o sexo era bom e 37% porque se apaixonaram.

Quanto ao primeiro encontro, afinal de contas, o que as mulheres esperam? 94% delas querem ter sua aparência elogiada, 91% esperam que seja o parceiro a pagar a conta, 90% gostariam que o cara já estivesse a sua espera, 82% querem receber um abraço caloroso e 71% aguardam por um beijo, na bochecha, ao término do date.

Por outro lado, 90% delas não querem que ele fique mexendo no celular com frequencia e nem que se atrase por mais de 15 minutos, 81% não gostariam que o cara tomasse mais de dois drinks, 68% que ele fizesse o pedido de comida pelos dois e 38% que o homem fosse rude com os funcionários do estabelecimento onde forem.

Em geral, 79% das mulheres esperam se sentir confortável no primeiro date.

Um dos assuntos polêmicos, tanto tabu quanto essencial em um encontro, é política. Mesmo que 23% não gostem de falar sobre o tema, 54% dos entrevistados consideram importante a abordagem, uma vez que 72% acham importante se relacionar com alguém com a mesma ideologia e 45% estão abertos a compreender novas visões e posicionamentos políticos.

Sobre a vida virtual, que acaba sendo tão importante quanto à real, os solteiros não são tão invasivos e só passam a seguir e/ou pedir autorização para acompanhar a rede do pretendente após alguns encontros. Neste caso, 41% preferem o pedido de amizade no Facebook, 36% optam por seguir no Instagram e 34% no Snapchat.

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E quando o lance fica sério, 66% das pessoas gostam de oficializar a relação no Facebook, 66% costumam trocar a foto do perfil por um retrato do casal, 65% têm o hábito de adicionar também familiares dx namoradx em suas redes e 52% adicionam também os amigos do par.

Por último, mas não menos importante… aqueles na casa dos 60 anos são os que se sente mais à vontade sexualmente; confrontando o estigma de que o tesão diminui conforme a idade aumenta. As mulheres de 66 anos e os homens de 64 são os mais satisfeitos entre quatro paredes.

Um outro estudo sobre sexualidade, realizado pelo Instituto Kinsey de Investigação para o Sexo, Reprodução e Género revelou que pessoas entre os 18 e os 29 anos estavam fazendo o dobro de sexo quando comparadas aos quarentões. Porém, neste quesito, quantidade não é sinônimo de qualidade e, para os mais velhos, o sexo tende a ser mais prazeroso pelo fato de conhecerem bem seus corpos e saberem o que gostam e como expor suas vontades na hora H.

Em 2007, o Jornal de Medicina de New England revelou que 5% daqueles que tinham entre 57 e 85 assumiram continuar fazendo sexo. Enquanto 50% dos participantes entre 57 e 75 disseram ter feito ou recebido sexo oral recentemente, tal como 33% dos que tinham entre 75 e 85.

 

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Adele Grandis: Taurina com ascendente em touro - isso explica muita coisa!