Conheça a startup afroempreendedora de hospedagem e turismo

A Diáspora Black é uma startup afroempreendedora que segue os moldes do famigerado Airbnb. Seu grande diferencial,  porém, é a proposta de valorizar as identidades negras e experiências turísticas afrocentradas. A iniciativa partiu de quatro empreendedores negros: o artista visual Gabriel Oliveira, o designer André Ribeiro, o jornalista Antonio Luiz e o mestrando em Desenvolvimento Territorial; Carlos Humberto da Silva. Para tirar a ideia do papel, o quarteto recorreu a uma vaquinha virtual no Catarse. O pedido era por R$35 mil, mas arrecadou-se R$36.538.

Mas por que a necessidade de criar uma plataforma com foco em afrodescentendes? Segundo um levantamento realizado pela Harvard, situações infortúnias como racismo por anfitriões nessas plataformas, agressões durante a convivência ou a rejeição diminui em 16% as negociações para usuários negros.

De acordo com outra pesquisa feita em 12 bairros icônicos da cultura negra de Nova York, onde mais de 75% da população é negra, quase 80% dos anfitriões são brancos, ampliando a concentração de renda e a gentrificação dessas regiões.

Os dados ressaltam o quanto o racismo ainda está presente de maneira global e os negros seguem sendo desvalorizados única e exclusivamente por conta da cor de suas peles.

Considerando que o turismo é um elemento importante à economia brasileira e o Brasil é um dos principais destinos do turismo étnico mundial, os quatro empreendedores apostam na iniciativa como alternativa ao combate ao o racismo e valorização de experiências turísticas afrocentradas.

A plataforma já está presente em dez países – dentre eles França, Itália e Portugal – e graças a uma parceria com a Câmara de Comércio Brasil-África, há um projeto de ampliar negociações em mais de 30 países membros.

Além de abrigar pessoas, a Diáspora Black compartilha espaços de pertença, serviços associados e experiências turísticas afrocentradas nas cidades que visitadas, com o intuito de amplificar sua visibilidade, permitindo o acesso de mais pessoas, e estabelecendo um aumento de renda. Além disso, ao mobilizar essa rede, fortalecemos os laços de colaboração na economia da comunidade negra.

Dentre as possibilidades, o cadastro em comunidades quilombolas em Búzios, terreiros de matrizes africanas e coletivos de mulheres negras, que realizam acolhida de grupos para atividades de formação politica, cultural e artísticas, e ainda de sustentabilidade.

Há ainda um clube de vantagens com empresas e estabelecimentos parceiros, que garanta aos usuários descontos exclusivos em passagens de ônibus, restaurantes, serviços de limpeza para os imóveis, entre outros.

diasporablack

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Adele Grandis: Taurina com ascendente em touro - isso explica muita coisa!