Não, depilação não tem a ver com higiene e pode fazer mal para sua saúde

Não raro as pessoas associarem a depilação à higiene, mas, segundo os cientistas, aparar os pelos é uma prática com mais contras do que prós. O Dr. Benjamin breyer, urologista da Universidade da Califórnia, realizou um levantamento afim de compilar dados e traçar informações sobre os perfis de pessoas que se depilam nos Estados Unidos.

De acordo com pesquisa comandada pela JAMA Dermatology, 76% dos adultos americanos aparam os pelos pubianos e 1/4 deles já teve ou tem problemas em decorrência da prática – dentre os mais comuns estão cortes, seguidos por erupções cutâneas e queimaduras. Contudo, 1.5% dos casos requer atenção médica.

Para o estudo da Universidade da Califórnia foram entrevistados 7456 adultos, que responderam um questionário personalizado sobre seus hábitos de depilação. 60% deles já se cortaram por conta do hábito – o que aponta as lâminas como o método mais perigoso. A maioria das pessoas teve mais de 5 machucados do gênero ao longo dos anos.

O que contribui bastante para tais incidentes, além do método escolhido para a depilação, é a posição e a falta de atenção em se depilar. 75% dos entrevistados se depila em pé e 77% deles olha diretamente para a área a ser depilada. Contudo, há quem se depila sem sequer olhar para os pelos, bem como há quem opte por se depilar deitado, o que dificulta o campo de visão.

Mesmo a lâmina sendo o método mais perigoso, ele é a preferida de 47.5% dos americanos. 27% deles optam pelos depiladores elétricos, 18% utilizam a tesoura, 2.6% a cera e 0.6% a remoção a laser (sendo a esta a opção mais segura de acordo com os especialistas, porém a mais cara).

Outro perigo da lâmina é que caso ela esteja enferrujada ou suja pode ainda causar folliculitis (infecção de um ou mais dos bulbos em que o cabelo cresce) e, se utilizada de maneira incorreta, também ocasiona o crescimento desordenado dos pelos ou mesmo seu bloqueio.

Dos casos que chegam aos hospitais, a maioria tem de tomar antibióticos em decorrência de lacerações, enquanto outros necessitam de intervenção cirúrgica para reparo de cortes e abscessos.

As mulheres tendem a se machucar mais na região da púbis, lábios vaginais e até mesmo na própria vagina. Já os homens têm problemas com o escroto e pênis.

Todavia, recorrer a um profissional não deixa ninguém ileso dos machucados decorrentes da depilação. Primeiramente, porque em tempos de internet, no qual muita gente adquire serviços online sem analisar a fundo a qualidade do trabalho, é cada vez mais comum se deparar com profissionais não tão bem qualificados.

Além do mais, ao deixar a depilação por conta de outra pessoa, perdemos a auto percepção tátil que, em muitos casos, é o que nos guia para prevenir machucados. Por outro lado, um bom profissional é excelente para identificar qualquer problema do gênero e instruir a ida ao médico.

Mesmo diante dos incidentes, 80% das mulheres e 67% dos homens mantém o hábito de depilar ou aparar os pelos íntimos. Para elas, as principais razões da prática são: apelo sexual, preferência do parceiro, facilidade para o sexo oral, rotina de cuidados e higiene. Para eles, os motivos são: melhora no desempenho da atividade sexual e melhora na autopercepção da aparência.

Ou seja, a depilação acaba sendo relacionada às melhorias na prática sexual. Porém, depilar-se deixa as pessoas mas vulneráveis às infecções, inclusive às doenças sexualmente transmissíveis.

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Além dos pelos atuarem como ‘barreira protetora’, a ausência deles e os constantes machucados em decorrência da depilação deixam a região mais suscetível às DSTs. As chances de se contagiar e contagiar parceirxs é 80% maior para as pessoas que se depilam. O número é quatro vezes maior ainda se a depilação for completa, feita com cera.

Tá mais do que na hora de repensar nossa relação com os próprios pelos, não?

 

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Adele Grandis: Taurina com ascendente em touro - isso explica muita coisa!