8 cantorxs e bandas LGBTQ+ que você precisa ouvir já

E finalmente a diversidade de gêneros, no quesito musical, tem ganhado o mainstream. Nos últimos anos, tivemos muitos artistas do movimento LGBTQ+ caindo no gosto popular – vide Jaloo, Johnny Hooker, MC Linn da Quebrada, Liniker, Pablo Vittar e Rico Dalasam; só para citar alguns exemplos.

Sempre apoiando os talentos que visam à inclusão e o combate à homofobia, elencamos oito cantorxs e bandas do segmento que merecem sua atenção. Do rap ao eletrônico, passando pela MPB, aperte o play e confira nossa seleção de apostas musicais:

:: Aretuza Lovi ::

A drag goiana que canta e dança já tem dois discos lançados: ‘Popstar’, de 2013 e ‘Nudes’, de 2016. Além disso, integra o projeto ‘Ezatamentchy’; um dos perfis de humor mais conhecidos no Brasil com mais de 150 mil seguidores mostrando que “Somos todos ezatamentchy iguais”, uma campanha criada pelo grupo que combate o preconceito.

:: G431 ::

Com quase uma década de atuação, a autodenominada ‘sapatona convicta’ é uma artista multidisciplinar que aposta num som eletrônico conceitual a fim de ser ‘um megafone que capta, sintetiza e grita ao mundo todas as reivindicações sobre direitos humanos e conflitos urbanos atuais’.

Ela também comanda um canal no YouTube no qual compartilha conteúdos diversos visando ser um espaço representativo para todas as mulheres, homens, pessoas transexuais e para todos os seres humanos especiais, violentados pela sociedade atual e menosprezados ao receberem a irrelevante classificação de ‘minoria’.

:: Gloria Groove ::

A drag paulistana ganhou notoriedade com o videoclipe ‘Dona’, lançado no início de 2016. Cantando rap, ela visa romper padrões, especialmente em um meio ainda dominado por homens – machista e homofóbico – com composições igualmente artísticas e politizadas.

:: Lia Clark ::

A drag santista estourou no começa de 2016 com o hit ‘Trava Trava’. Inspirada em Anitta e Bonde das Maravilhas, a artista aposta no funk para incentivar seus ouvintes a aceitar e respeitar o próximo. No Carnaval, ganhou ainda mais destaque graças à música ‘Chifrudo’, que tem participação da Mulher Pepita.

:: MC Trans ::

Diretamente da Baixada Fluminense, a artista trans começou a carreira como cover da Anitta e hoje se considera a versão brasileira de Nicki Minaj. Hoje seu funk é sucesso mundial – com direito a tour na Europa. Ela também faz sucesso na rede com seu canal no YouTube ‘Papo da Trans’.

:: MC Xuxu ::

De Juiz de Fora, a trans feminista começou a cantar rap em 2009, após passar uma temporada no Rio de Janeiro. O reconhecimento, porém, veio apenas em 2013, com a música ‘Um Beijo’. No ano passado, lançou o EP autointitulado, com composições que abordam a inclusão de minorias na sociedade, além de pedir respeito para pessoas trans.

:: Não Recomendados ::

Uma banda, um show, um movimento, um delírio, uma #hashtag? Formado pelos intérpretes Caio Prado, Daniel Chaudon e Diego Moraes, o trio quer transformar, questionar e provocar os padrões comportamentais e viciados da sociedade.
Com maquiagem, salto alto e roupas ‘tipicamente femininas’, o trio sobe aos palcos com repertório que inclui composições autorais e versões de Chico Buarque a Queen.

:: Verônica Decide Morrer ::

De Fortaleza, a banda formada em 2010 é integrada por Jonaz Sampaio (voz), a atriz personagem transexual Verónica Valentino (voz), Leo BreedLove (guitarra), Eric Lennon (baixo) e Vladya Mendes (bateria) e procura trazer de volta a sonoridade do rock anos 80 misturando elementos do new wave e do post-punk, repaginados e re-plugados nos anos 2000.

Mesclando performances de música e poesia, suas composições abordam a diversidade sexual através de músicas repletas de desejos, inquietações e protestos.

 

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Adele Grandis: Taurina com ascendente em touro - isso explica muita coisa!