Top 5: os modelos com papel fundamental na representatividade de gêneros

Dominada por classificações e estereótipos desde os primórdios, a indústria da moda tem demonstrado certa flexibilidade – especialmente no que diz respeito aos gêneros. A revista OUT selecionou cinco modelos que têm obtido visibilidade e espaço graças a essas modificações. Conheça um pouco sobre cada um deles e o que têm a dizer sobre essas transformações da indústria fashion:

:: Austin Kairis ::

modelos_trans_Austin Kairis

Aos 22 anos, é protagonista de muitos ensaios unissex, mas se considera homem. Iniciou na carreira como ator e chegou à moda naturalmente, como parte de seus trabalhos de atuação.

‘Frequentemente questiono a intenção por trás desse progresso de inclusão. Será que a indústria realmente está se tornando mais inclusiva ou apenas segue uma tendência? Por outro lado, a moda é uma linguagem universal e um forte canal para que nossas vozes sejam ouvidas’.

Para seguir no Instagram: @austy_oh

:: Ava-Alex Dorian Grey ::

modelos_trans_Ava-Alex Dorian Grey

Aos 22 anos, ela vive seu momento de mais plenitude. Assim que terminou o colegial, ainda com identidade masculina, mudou-se para Nova Iorque em busca de novas oportunidades. Obcecada em fazer dinheiro para se manter na cidade grande, deixou os cuidados pessoais de lado por um om tempo, focando-se apenas em trabalhar.

‘Minha pele estava ruim, meu peso era indesejável e eu não sabia nada sobre a indústria fashion, apenas queria ser parte dela. Isso só dificultava as pessoas a enxergarem o potencial que eu via em mim. Conforme as oportunidades foram acontecendo, as coisas mudaram. Comecei a florescer e percebi que jamais seria feliz como homem’.

Só então é que iniciou seu processo de transição, que se deu a lentos passos. ‘No entanto, quanto mais demorada essa mudança, mais minha feminilidade despontava. Comecei a cuidar de mim e tudo se deu naturalmente’.

Cada vez mais confiante e empoderada, Grey se recusa a aceitar jobs que a categorizem como mulher: ‘Tenho orgulho em ser trans e quero conquistar trabalhos nesta posição. Enquanto muitas campanhas dizem que cada ser é único e individual, constantemente vejo modelos com os mesmos corpos e rostos. Ter modelos representando os trans é um papel muito importante para que essas pessoas sejam enxergadas como indivíduos’.

Para seguir no Instagram: @ava.alex.grey

:: Pan Dulce ::

modelos_trans_pan_dulce

Aos 22 anos, ela sempre sonhou em modelar, mas jamais pensou que um dia conseguira de fato realizar esse desejo por conta dos feedbacks que recebia a cada teste: ora era masculino demais, ora feminino demais. Até que foi selecionado para integrar o casting da Gypsy Sport e ingressar de vez o universo fashion.

‘Ainda há muitas mudanças que precisam ser feitas, mas a indústria está bem mais permissiva. São as revistas de moda que determinam o que é ou não bonito. E com essas modificações e melhorias, muito em breve serei considerada bonita também’.

Para seguir no Instagram: @ espandulce

:: Philip Errico ::

modelos_trans_Philip Errico

Aos 18 anos, não se importa em ser classificado como homem ou mulher. Bem como também jamais planejou ser modelo. Sua descoberta se deu por acaso, quando caminhava pelas ruas aos 15 anos e foi parado e fotografado pela diretora de casting e fotógrafa Danielle Levitt.

Um mês depois, recebeu um telefonema para participar de um shoot da Diesel para a GQ Style UK – tendo ninguém menos que Nicola Formichetti como stylist. Kevin Amato viu as fotos e o contatou imediatamente. Desde então tem sido seu agente e direcionado sua carreira.

‘Adoraria dizer que a indústria tem se diversificado, mas a diversidade não é vendável. Algumas poucas marcas, como a Gypsy Sport, têm a inclusão e a diversidade como essência. A maioria apenas adiciona alguns modelos negros ou gordos em suas campanhas a fim de serem aplaudidas’.

Apesar de acreditar nas habilidades de transformações sociais e políticas promovidas pela moda, Philip questiona o direcionamento do mercado: ‘Vivenciamos um momento muito mainstream. A moda atual é cada vez menos focada nas roupas e mais voltada a um lifestyle. Tire de cena as modelos, a passarela e afins e tudo o que sobra é fabricado’.

Para seguir no Instagram: @philipdied

:: Richie Moo ::

modelos_trans_Richie Moo

Aos 22 anos, considera-se tanto homem quanto mulher, uma vez que, na realidade, dispensa pessoalmente as categorizações de gênero. Moo foi descoberta num shopping, aos doze anos. Mas antes disso já enxergava sua própria beleza e potencial. ‘Eu estudava arte e design de moda e muitos colegas contribuíram positivamente para minha auto aceitação. Eu era a musa inspiradora deles.

As presentes mudanças do universo fashion são bem encaradas para x modelo: ‘A melhor maneira de evoluir é compreender que não se deve segregar ideais de beleza, gênero e raça. Tudo tem de ser usado como fonte de inspiração. A própria moda deveria se focar em inspirar a massa e não um pequeno grupo de pessoas’.

Para seguir no Instagram: @richiemoo

Comentários

Comentários

Adele Grandis: Taurina com ascendente em touro - isso explica muita coisa!