A Bela & A Fera e a analogia à AIDS

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A Bela & A Fera’ vai à contramão dos contos de fada que não correspondem à realidade. Com a estreia da versão live-action do clássico da Disney, o diretor Bill Condon revelou publicamente que a história é uma importante metáfora da Aids e de como o HIV afetou a comunidade gay na época do lançamento da animação original.

Inicialmente, o filme chegou aos cinemas no dia 14 de março de 1991; quatro antes da morte de um de seus criadores, o compositor Howard Ashman. Gay assumido e portador do vírus, ele morreu em decorrência de complicações da doença.

A Disney levou anos desenvolvendo ‘A Bela & A Fera’ até chegar a uma versão mais próxima da que conhecemos na década de 80. O roteiro foi mostrado ao Alan Menken e Howard Ashman, que teve a ideia de transformar a fera em protagonista e transformar a história em um musical’, declarou Condon em entrevista à Attitude Magazine.

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A procura da Fera pelo amor verdadeiro antes que a última pétala da rosa encantada caia. Assim como ele, Ashman se sentia igualmente ‘amaldiçoado. ‘Essa maldição trouxe tristeza a todas aquelas pessoas que o amavam e talvez houvesse uma chance de um milagre e um caminho para a maldição fosse quebrada’, continuou Condon.

Responsável pelas músicas de outros clássicos como ‘A Pequena Sereia’, ‘Aladdin’ e ‘O Rei Leão’, Ashman também compôs as canções de ‘A Bela & A Fera’ – na sua própria casa enquanto era deteriorado pela doença.

Em uma delas, inclusive; ‘Mate a Fera’, teve total liberdade para se expressar quanto aos seus sentimentos em relação à luta contra a Aids e seus estigmas.

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Através da névoa, através da floresta. Através da escuridão e das sombras. É um pesadelo, mas é um passeio emocionante
Faça uma oração, então estaremos lá; na ponte levadiça de um castelo. E há algo realmente terrível dentro:
É uma besta! Ele tem presas, navalhas afiadas. Patas maciças, garras assassinas para a festa
Ouvi-lo rugir, vê-lo espumar. Mas nós não voltaremos para casa até que ele está morto. Bom e morto. Mate a fera!

Além da analogia à Aids, a nova versão também aposta na inclusão com um ‘momento exclusivamente gay’ entre os personagens Gaston (Luke Evans) e LeFou (Josh Gad): ‘LeFou é alguém que um dia quer ser Gaston e no outro quer beijá-lo’, completou o diretor.

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Adele Grandis: Taurina com ascendente em touro - isso explica muita coisa!