Desmitificando as calcinhas que fazem as vezes do absorvente

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Recentemente, Bela Gil fez mais uma declaração polêmica. Em seu Snapchat, a apresentadora declarou não fazer uso de absorventes durante a menstruação. Ao invés disso, utiliza calcinhas especiais a fim de não poluir o meio-ambiente.

Uma vez que o sangramento feminino ainda é tabu e o coletor menstrual tem conquistado popularidade gradativamente, a revelação da chef chocou muita gente. Acontece que essa alternativa sustentável não é lá uma novidade por assim dizer.

Há dois anos, a engenheira química Julie Sygiel desenvolveu o produto durante uma aula de empreendedorismo que requeria aos alunos criarem algo inovador. Após uma aprofundada pesquisa de tecidos e texturas, a americana registrou a patente de sua criação e recorreu ao crowdfunding para lançar a marca de lingeries Dear Kate.

De lá pra cá, diversas empresas do ramo desenvolveram suas versões da novidade, popularizando a ideia ao redor do globo. No Brasil, porém, nenhuma companhia comprou os direitos de produzi-la até o momento.

A parte o design, todas as calcinhas seguem, basicamente, o mesmo princípio de confecção; um tecido resistente feito de várias camadas que suportam até três colheres de chá de líquido sem vazar.

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E diferente do que muita gente possa pensar, o produto é antibacteriano, segura a umidade e não produz mau cheiro. Ou seja, não há contraindicações. A sugestão é apenas ter os mesmos cuidados com a troca dos absorventes tradicionais a fim de evitar assaduras e a proliferação de bactérias.

A modelagem das lingeries também passa longe da calçola da vovó. A própria Dear Kate conta com diversas opções (com preços que variam entre US$26 e US$44), bem como a Shymay, que oferece peças com rendas e estampas (US$11.99) e THINX, que tem três opções de tamanhos; da fio dental à caleçon (entre US$24 a US$38).

Além de serem ecologicamente corretas, as calcinhas são econômicas ao bolso por serem um investimento único. Você paga uma vez e pode usá-las sem prazo de validade, basta lavar e reutilizar normalmente.

Nova no mercado, a THINX alia sua venda à causa social. A cada calcinha vendida, sete absorventes laváveis e reutilizáveis são produzidos pela AFRIpaids para mulheres que vivem em regiões vulneráveis.

Só na África, por exemplo, estima-se que 67 milhões de garotas percam praticamente uma semana de aula por não terem recursos o suficiente para os dias de menstruação.

Compartilhada a informação, as mulheres têm mais uma alternativa sustentável para driblar o constrangimento dos vazamentos. Cabe a cada uma fazer sua melhor escolha!

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Adele Grandis: Taurina com ascendente em touro - isso explica muita coisa!