A representação das minorias no entretenimento televisivo

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A GLAAD, Aliança Gay e Lésbica Contra a Difamação – em tradução livre, é uma associação americana que representa os direitos LGBTQ há trinta anos. Faz duas décadas que a instituição realiza relatórios anuais da representatividade do movimento na mídia com o intuito de mapear e estimular a aparição de personagens notáveis no entretenimento.

O documento compila a presença de personagens asiáticos, deficientes, latinos e negros na televisão, bem como programações que aborda raça e etnia e representação de gênero. No decorrer de 2016, por exemplo, os americanos presenciaram 151 personagens femininas regulares em seriados – cerca de 44% de mulheres em cena. Sendo 46% das atrizes negras. A FOX foi a emissora que mais se aproximou de um casting igualitário, tendo 48% de suas personagens fixas mulheres – contra 52% homens.

Já o público LGBTQ foi representado por 71 personagens – sendo 35% deles gays, 23% mulheres bissexuais, 17% lésbicas, 5% homens bissexuais e 3% mulheres transexuais. Comparando ao ano anterior, o aumento de personagens trans praticamente dobrou.

Apesar da ascensão de representantes LGBTQ, ainda há a crítica na forma como a bissexualidade e homossexualidade feminina é abordada em cena. Desde 1º de janeiro, 25 personagens foram mortas em com o intuito de aprofundar a narração das personagens heterossexuais – vide ‘The 100’, ‘The Walking Dead’ e ‘Vikings’.

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Os roteiristas e produtores optam, esmagadoramente, por retratar a bissexualidade como um traço de vilania em vez de uma identidade genuína. Esta tendência de retratos imprecisos tende a influenciar a percepção negativa da bissexualidade, que tem consequências na vida real e bem estar das pessoas bi’, explica Alexandra Bolles, ativista bissexual e estrategista sênior da GLAAD.

Outro pesar é a pequena quantidade de personagens LGBTQ não-caucasianos. Interpretada por Laverne Alison Cox, Sophia Burset, de ‘Orange Is the New Black’ se destaca na categoria. ‘É importante que as personagens da televisão reflitam a completa diversidade dentro da comunidade LGBT. Os roteiristas devem construí-los com cuidado e precisão, rejeitando estereótipos ultrapassados ou nocivos e evitando personagens-símbolo que sejam encarregados por representar uma comunidade inteira sob a visão de uma única pessoa’, ressalta Sarah Kate Ellis, presidente e CEO da associação.

Quanto às produções de não-ficção que abordam a temática LGBTQ são destaque ‘Gaycation’ – documentário produzido e estrelado pela atriz lésbica Ellen Page e seu amigo gay Ian Daniel; uma jornada pessoal para explorar a cultura queer ao redor do mundo – e ‘Strut’ – reality show sobre modelos trans produzido por Whoopi Goldberg.

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Adele Grandis: Taurina com ascendente em touro - isso explica muita coisa!