Todos nós broxamos, pelo menos uma vez na vida

broxada4
A falta ou diminuição da libido não está relacionada única e exclusivamente ao avanço da idade. Esta cada vez mais comum entre os jovens a perda, mesmo que passageira, da procura instintiva do prazer sexual e do desejo. Não existe nenhuma pesquisa recente que traga dados apurados sobre o tema. Em geral, o foco de estudos do gênero são as pessoas acima de 50 anos.

Contudo, segundo dados do Hospital das Clínicas da FMUSP, o maior número de queixas registradas no Ambulatório de Sexualidade da Ginecologia é em relação à falta de libido. O levantamento apontou que 65% das mulheres que procuram o ambulatório se queixam de falta de libido, enquanto 23% sofrem com a ausência de orgasmo (anorgasmia) e 13% reclamam de vaginismo (contração involuntária de músculos próximos à vagina).

broxada2
Entre os homens o assunto é abordado com mais dificuldade, uma vez que há a falsa associação de falta de libido com ausência da virilidade. Fato é que, em algum momento, todos broxamos – embora as mulheres consigam ‘disfarçar’ as evidências da falta de desejo sexual.

Um estudo recentemente publicado no ‘Journal of American Medical Association’ revela que 31% dos homens e 43% das mulheres já sofreram alguma inadequação sexual em algum momento da vida.

broxada7

Ou seja, é bem provável que você também já tenha (ou terá) uma fase de tesão em baixa. Dentre os sintomas mais comuns de queda e/ou ausência de libido está: a ausência de pensamentos e desejo sexuais e a falta de vontade e indisposição em se relacionar amorosa/sexualmente com o parceiro.

Ainda assim, mesmo se deparando com tal indisposição, há quem trave uma luta interna diante dos fatos e insista em manter relações sexuais. Em casos de falta de libido, é comum que se tenha ansiedade durante a performance, ejaculação precoce, dor durante o sexo ou a famosa ‘broxada’ de fato.

broxada6

O mais indicado, porém, é não tentar enfrentar o período de indisposição sem acompanhamento médico – uma vez que diversas causas distintas estão por trás da ausência do tesão.

Para os homens, por exemplo, pode-se tratar de DISFUNÇÃO ERÉTIL, mais comum naqueles com idade avançada, mas que também pode atingir os mais jovens. Neste caso, o homem pode até ter desejo e vontade de transar, mas sua performance sexual é prejudicada.

broxada8

Para as mulheres, a MENOPAUSA, que tende a ocorrer em torno dos 50 anos, é a principal causa de queda de libido por diminuir drasticamente os níveis de estrogênio e testosterona do organismo. E a reposição hormonal contribui para reverter o quadro.

As alterações nos hormônios endócrinos, inclusive, contribuem para a diminuição do desejo sexual. A queda da testosterona, normal com a idade, tende a diminuir a libido e a queda do estrogênio pode provocar a secura dos tecidos vaginais, acarretando no desconforto e diminuição da vontade de se relacionar sexualmente.

broxada5

Outros fatores associados ao ‘sumiço’ do tesão são: DISTÚRBIOS DO SONO (não dormir o suficiente pode elevar os níveis de cortisol, que diminuem a libido), ESTRESSE (casos crônicos interferem os níveis hormonais) e DEPRESSÃO (boa parte dos medicamentos utilizados no tratamento tendem a afetar a libido).

O que também contribui para a diminuição da libido são os problemas de AUTOIMAGEM (que podem fazer com que a pessoa se bloqueie sexualmente) e problemas no próprio relacionamento (como ressentimento, falha de comunicação, conflito e/ou raiva dx parceirx).

broxada9

Bem como a obesidade (por conta das alterações que o excesso de peso causa ao organismo) e o uso excessivo de álcool e/ou drogas (as bebidas afetam o sistema nervoso, podendo causar fadiga e algumas drogas podem diminuir a produção de testosterona).

Ao dispensar tratamento para a falta de libido, pode-se entrar em um ciclo que acaba interferindo em outras questões além do sexo – como estresse, dificuldades interpessoais, problemas no relacionamento…

broxa10

Como já citamos anteriormente, é fundamental recorrer a um especialista para identificar os motivos da ausência de desejo sexual a fim de encontrar a alternativa mais adequada para trata-la.

Em alguns casos, medicamentos específicos e terapia podem contribuir positivamente para reverter o quadro. Em outras situações, atividades físicas e uma nova dieta podem ser suficientes (exercitar-se diminui o estresse, contribui para o conhecimento do corpo e aumenta o humor e a libido).

broxada1

O colesterol alto, por exemplo, dificulta a circulação sanguínea. Portanto, manter seus níveis controlados favorece a libido – bem como incluir sua alimentação ingredientes como aipo, amêndoa, alho, aspargo, chocolate amargo, gengibre, mel, ovo de codorna, pimenta, semente de girassol e vinho tinto (moderadamente).

Caso você esteja em um relacionamento, reserve ao menos um dia na semana para que tenham ‘dates’; um momento para o casal se curtir fora de casa. Dividir as atividades domésticas para evitar sobrecarga também é válido. Assim como fazer com que o quarto seja um ambiente sem fatores externos de distração e propício ao romance – deixe os celulares e computadores desligados e nada de televisão.

broxada3

Independente de sua situação amorosa, é essencial encontrar alternativas para desestressar, ter um momento para se curtir – vale dedicar-se à leitura, receber uma massagem, meditar ou tomar um banho relaxante.

Por fim, recorrer ao lubrificante durante a relação sexual é outra dica válida, que previne a secura vaginal para as mulheres e evita a dor e desconforto que pode acometer tanto os homens como as mulheres.

Comentários

Comentários

Adele Grandis: Taurina com ascendente em touro - isso explica muita coisa!