A incessante busca pelo corpo perfeito…

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Mulheres são objetificadas desde a infância, vítimas constantes de pressões sociais no que diz respeito à forma como se portam, vestem-se, aparentam-se, aparentam. A empresa americana Hanewood Academy realizou um levantamento a fim de compilar como os famigerados padrões estéticos influenciam e afetam, negativamente, a vida da mulher.

Boa parte da pesquisa se baseia em informações fornecidas por jovens e adultas norte-americanas. No entanto, os resultados afligem mulheres do mundo inteiro. Nos Estados Unidos, entre 40 e 60% das mulheres se deparam com o falso conceito de ‘corpo perfeito’ no Ensino Fundamental e seguem se baseando nele até a fase adulta.

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Das que leem revistas voltadas ao público feminino, durante o período escolar, 69% declara que se influencia por conta das imagens das propagandas e editoriais de moda. 49% revela que tais imagens fazem com que sintam vontade de perder peso.

Apesar das revistas serem consideradas pelas jovens as principais influências de ‘corpo perfeito’, as meninas também são afetadas por comentários e exemplos de familiares, em comparativos com as amigas e pelas estrelas hollywoodianas e celebridades da música.

corpopositivo1Dentre as principais fontes de padrões inatingíveis estão os materiais de conteúdo pornográfico (filmes e revistas – novamente), histórias de sucesso de cirurgias plásticas, campanhas publicitárias photoshopadas e materiais e propagandas da indústria fitness.

A pesquisa mostra ainda que campanhas que apostam em ‘corpos esculturais’ contribuem para atrair a atenção de potenciais consumidores – pelo fato de se projetarem na imagem visualizada. Enquanto propagandas que mostram corpos reais têm menos endossamento de potenciais consumidores.

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A busca constante por um corpo perfeito inatingível acarreta em problemas psicológicos. 66% das pessoas com desordem alimentar sofrem de ansiedade, por exemplo. E a insatisfação com o próprio corpo tende a gerar depressão e essa depressão apenas contribui para a mantença da deturpação da autoimagem (um círculo vicioso do qual é difícil se desvencilhar).

Apenas nos Estados Unidos, 30 milhões de pessoas sofre de alguma desordem alimentar. Dentre as principais: anorexia nervosa (causa do maior índice de mortalidade entre as doenças psiquiátricas), bulimia nervosa (50% dos anorexos desenvolve também padrões comportamentais bulímicos) e compulsão alimentar (que varia entre picos de excesso e privação de comida).

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Quase 50% das jovens norte-americanas e 33% dos meninos recorrem às medidas não saudáveis para controlar e/ou perder peso. Seja fazendo dietas sem consentimento médico, fazendo uso de medicamentos e suplementos ou realizando exercícios sem acompanhamento especializado.

Outra influência negativa da imagem deturpada é a associação aos relacionamentos abusivos – especialmente para as mulheres. Quanto maior a necessidade de validação, maior o risco de fazer escolhas ruins e perigosas na vida sentimental.

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Mas como não se influenciar pelas pressões sociais no que diz respeito ao ‘corpo perfeito’? O primeiro passo é procurar por auxílio médico (tanto para acompanhamento psicológico quanto cardiologista e nutricionista para a realização de exames e prescrição de uma dieta específica para as necessidades de seu organismo).

Hábitos saudáveis, como a prática de esportes e meditação, também contribuem positivamente para a aceitação do corpo; bem como estar rodeado de pessoas positivas e incentivadoras. Relacionamentos destrutivos, sejam de amizades ou amorosos, têm de ser revistos e, se possível, encerrados.

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Tratando seu corpo com gentileza e respeito, você não perde mais tempo se preocupando com calorias, comida e nem peso. Seja confiante e esteja aberto às experiências positivas.

Por ser uma questão cultural/social, a promoção do corpo saudável têm de ser abordada de forma coletiva. Aos poucos – e especialmente graças à internet – bons movimentos têm surgido.

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As redes Instagram, Pinterest e Tumblr estão vetando hashtags como #anorexia e #thinspiration, por exemplo. Outras são disseminadas a fim de espalhar mensagens positivas, como a #fatkini #imnoangel e #losehatenotweight. Há ainda o projeto #LessIsMore, que luta contra o abuso de retoques no Photoshop.

A mídia e a publicidade estão respondendo às pressões da sociedade contra tais imposições. A Vogue foi uma das primeiras revistas de circulação mundial a readaptar seu conceito de ‘corpo saudável’ e as marcas de lingerie têm ido contra o ‘perfect body’ proposto pela Victoria’s Secret expondo modelos com corpos distintos.

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Adele Grandis: Taurina com ascendente em touro - isso explica muita coisa!