Spanking: o que há por trás do famoso ‘tapinha’

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No que diz respeito às relações consensuais, tem muita gente adepta ao sexo selvagem. Segundo uma recente pesquisa publicada na revista americana ‘Archives of Sensual Bahavior’, comandada pela terapeuta Eve Rehor, 85% das mulheres gostam de receber uns bons tapas no bumbum durante o rala e rola e 75% curte outras fantasias como vendas e amarrações.

No universo BDSM (bondage/dominação/submissão/masoquismo), a técnica de bater nx parceirx é conhecida como spanking e pode, ou não, estar relacionada ao sexo. ‘Há quem, erroneamente, associe as práticas BDSM ao sexo, mas não é assim. Uma relação BDSM requer cuidados além da questão sexual. Um dominador, por exemplo, tem de cuidar tanto da parte física quanto mental de seu submisso. Um relacionamento baunilha não funciona deste jeito. Você vai a um bar, encontra alguém, obtém sexo e não tem com o que se preocupar além disso’, explica a dominadora Lust Queen.

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O sexo baunilha, para quem não sabe, é a forma como a galera do BDSM se refere às relações sexuais tradicionais. Obviamente que, nem todo mundo que gosta de apanhar e/ou bater na hora H é do BDSM, bem como existe uma infinidade de fetiches que vão além dos tapas e/ou chicotadas.

Aos adeptos do BDSM, o prazer do spanking está relacionado mais às questões físicas e psicológicas que à relação sexual em si. Para muitos deles, o sexo não é necessário. E a relação entre dominadores e seus escravos e submissos é baseada em respeito, consentimento e prazer mútuo.

Vejo que as mulheres são as que mais gostam de spanking. Enquanto os homens preferem a humilhação física e/ou verbal, mas isso varia de pessoa para a pessoa, depende da posição que ela se encontra. O mesmo serve no que diz respeito à preferência que as pessoas têm em apanhar’, continua Lust Queen.

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Identificar o surgimento do spanking também é impreciso. Muitas obras da era Vitoriana retratam cenas de espancamento. Ao longo dos anos a prática fora ainda abordada pelo poeta Algernon Swinburne e na própria autobiografia do filósofo Jean-Jacques Rousseau.

Sentir prazer através da dor não tem associação alguma com patologias psiquiatras, como, infelizmente, ainda há quem pense. Trata-se apenas de uma preferência e identificação sexual que é pessoal e intransferível. Há quem goste de ménages, há quem curta sexo ao ar livre, há quem desfrute e sinta prazer apanhando/batendo.

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É uma troca de dor e poder. Quem gosta de apanhar sente prazer em saber que está proporcionando prazer àquele que o bate e vice-versa. Não tem nada a ver com punição, é uma questão de bem estar relacionada à dor física’, prossegue Lust Queen.

Para muitas culturas, inclusive, a dor é descrita como afrodisíaca. No milenar Kama Sutra, há, inclusive, algumas técnicas de surras sexuais.

Lust Queen tem algumas dicas aos interessados em incluir os tapinhas na relação: ‘Nunca comece pelo chicote, que requer muita prática para ser manuseado corretamente. Se quiser ir além do tapa, aposte na raquete de ping-pong ou em um cinto dobrado mesmo. Jamais bata nas costas, o melhor lugar para começar é a bunda’.

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Neste sábado (06), a partir das 17h, Lust Queen ministrará um workshop com técnicas teóricas e práticas de spanking, no Dominatrix Augusta, Bela Vista, São Paulo. O investimento é de R$70. Para mais informações, escreva para dominatrixaugusta@gmail.com

> Sobre Lust Queen

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Lust Queen ingressou ao universo BDSM aos 18 anos, como masoquista. Após um ano, foi mentorada por Dom Hades para se tornar dominadora. Passou por mais um ano de estudos até assumir a posição. Há três anos ela se colocou a qualidade de sádica, há cinco estuda sobre práticas com agulhas e, atualmente, cutting.

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Adele Grandis: Taurina com ascendente em touro - isso explica muita coisa!