Quênia determina exame anal para identificar homossexuais e incrimina-los

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A justiça do Quênia, um dos países mais homofóbicos da África e do mundo,  determinou legal a feitoria de testes anais para determinar se um homem é homossexual e incrimina-los.
Existia um processo no Tribunal Superior de Mombaça, no litoral do Quênia, que pedia inconstitucionalidade da prática desses exames, mas foi rejeitado pelo tribunal nessa quinta-feira (16).
Além desses exames anais, homens serão submetidos a testes de HIV, agravando ainda mais o preconceito contra a HIV/AIDS e a relação com a homossexualidade.
Se condenados, os Quenianos podem acarretar em até 14 anos de prisão como punição.
O pedido foi apresentado por dois homens que foram submetidos aos exames após serem denunciados pela polícia e que decidiram iniciar uma ação judicial para que os mesmos fossem declarados ilegais
O juiz Mathew Emukule, da cidade costeira de Mombasa, afirmou que o procedimento está dentro da lei, e não acatou as alegações de que os dois homens foram alvo de discriminação sexual.
Segundo organizações LGBTQ e de Direitos Humanos, o teste não tem nenhuma base científica e é uma forma de tortura e de abuso sexual.

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DUDX é editor-chefe da A Coisa Toda, artista, comunicador e produtor cultural.