Esse Close eu Dei: Rico Dalasam, a voz da periferia gay

rico_dalasam4

Aos 25 anos, Rico Dalasam está desafiando a normalidade nas questões de música e gênero. Um jovem negro e gay, morador de periferia da Grande São Paulo, que já foi cabeleireiro e editor de moda, há cerca de um ano narra sua trajetória de vida em rimas, inaugurando a cena queer rap do Brasil.

Surgiu em 2015, com o EP ‘Mondo Diverso‘, composto por seis músicas autorais. Tendo o rap como ponto de partida, seu som tem influências do hip hop e blues norte-americano, além de mesclar batidas da música afro e unir ritmos brasileiros como o funk, o samba e o axé.

rico_dalasam3

Bem recebido pela crítica e público, apresentou-se nas principais capitais do país, foi destaque na programação do Music Vídeo Festival (MVF 2015) e subiu ao palco principal da 19a Parada do Orgulho LGBT de SP.

Esta semana anunciou o lançamento de seu primeiro disco, ‘Orgunga’, que ocorrerá no domingo (29), no Auditório Ibirapuera, às 19h – com ingressos entre R$10 e R$20. Com fortes referências da música árabe e indiana, o álbum traz canções inéditas.

rico_dalasam1

Lançou também o vídeo do single de trabalho, ‘Esse Close eu Dei’, dirigido por Nicole Fischer e Amadeo Canônico. A música retrata suas conquistas pessoais e profissionais desde seu surgimento no cenário musical brasileiro.

A produção do disco contou com a participação de diversos nomes do universo alternativo, como Gorky (do Bonde do Rolê), Mahal Pita, Xuxa Levy, Filiph Neo e Duane. Já a capa foi feita por Oga Mendonça sobre uma foto de Henrique Grandi, produzido por Max Weber e Orlando Junior.

rico_dalasam2

E por último, mas não menos importante, respondendo àqueles que devem estar se perguntando: ‘o que será que significa orgunga?’, trata-se de mais um reforço da criatividade do artista, uma palavra inventada por ele para selar seus principais orgulhos; ser gay, negro e rapper.

Comentários

Comentários

Adele Grandis: Taurina com ascendente em touro - isso explica muita coisa!