3 marcas nacionais que arrasam no conceito genderless

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No que diz respeito ao universo fashion, as marcas sambam quanto podem para se alinharem às tendências de consumo. Acontece que existe uma linha tênue separando um ponto positivo de um tropeço e, por mais que a intenção seja boa na teoria, as coisas acabam ficando um pouco dispersas na prática.

Como breves exemplos recentes, temos a linha ‘unissex’ da C&A, que mandou muito bem no vídeo publicitário da campanha, mas virou piada no Buzzfeed. Ou mesmo a Zara com sua linha insossa de moletons que vestem ambos os sexos.

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Obviamente não podemos generalizar. Já citamos aqui o último desfile de João Pimenta na São Paulo Fashion Week, que foi ótima representação de que marcas nacionais têm capacidade e talento para apostar no genderless.

Este post, inclusive, é um compilado de indicações de quem trabalha muito bem a moda livre de gêneros. Confira:

:: Cem Freio ::

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O mais novo bebê do designer multitalentoso Victor Apolinário. A Cem Freio é um jogo de palavras que sugere o fim pela plenitude – e vice-versa – e representa as potências artísticas em fotografia, moda e música de seu criador.

Com o objetivo de criar um amálgama entre o masculino e o feminino, a marca aposta na desconstrução de arquétipos atribuídos aos gêneros binários e na desconexão dos padrões estéticos, tendo o corpo como tela, levemente pincelada em tons de preto e branco.

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Para sua primeira coleção, recém-lançada, Apolinário desenvolveu uma textura criada a partir de diferentes tipos de tinta (acrílica e automotiva), que causa efeito craquelado intensificado conforme o uso da peça.

Trata-se de uma moda contemporânea enraizada no minimalismo oriental, que atrela conforto aos materiais de alta qualidade com foco em países tropicais. Uma mistura de referências que permite englobar desde o grafite à alta costura.

Outro ponto de inclusão da linha é a acessibilidade dos preços. As peças mais caras da coleção – que têm a técnica exclusiva – custam R$379.

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:: Ülevus ::

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Larissa Rodrigues, de apenas 21 anos, é a prova de que talento realmente não tem idade. Autodidata, ela é a estilista por trás da Ülevus, palavra de fonética bonitinha e simples de lembrar, que dá nome à marca.

A moça cursou moda, mas abandonou o curso. Sua paixão pelo criar, porém, manteve-se firme e forte. Em 2014, acompanhada pela namorada que estudava Radio e TV, passou a pesquisar e formar seu plano de negócio para a inauguração de sua loja genderless – que aconteceu virtualmente em outubro do mesmo ano.

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Sem se identificar com as opções disponíveis no mercado, que geralmente apostam na relação direta e natural entre corpo anatômico e identidade de gênero, desconsiderando toda a subjetividade do ser humano, a estilista decidiu apostar na aspiração da quebra de paradigmas unido ao valor de ser quem realmente importa: você.

Tendo como carro-chefe camisas com modelagem que vestem qualquer pessoa, a Ülevus expandiu no design e comercialização de vestuário sem gênero. Uma mistura do estilo urbano conciliado influências artísticas; como o minimalismo e o surrealismo contemporâneo, resultando em peças de vestimentas únicas, confortáveis e fáceis de usar.

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:: Gilda Midani ::

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Há uma década no mercado, a marca homônima a sua criadora tem lojas no Rio e SP, além de pontos de venda ao redor do mundo – uma prova de que priorizar pela qualidade e não ostentação conquistou não apenas os brasileiros.

Midani tem muitas vivências e vertentes; resumir suas habilidades e história de vida seria necessário um novo texto. Multimídia de formação, ela é fotógrafa, produtora, estilista e empresária. Viajou o mundo inteiro, morou em Nova Iorque e em Paris.

Antes de lançar a própria marca fez figurinos para óperas, foi produtora executiva para projetos publicitários e editoriais internacionais (Vogue, Dazed & Confused, Hugo Boss…) e foi fotógrafa para indústria fonográfica (autora de capas de discos de Caetano Veloso e Gilberto Gil).

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Apostando no ‘marketing para poucos’, Midani é quem cria as peças e escolhe seus tecidos e padronagens. Não acompanha e nem segue tendências. Seu conceito de moda é uma visão particular, um processo autoral e delicado, que garantem ainda mais personalidade às peças.

As modelagens amplas e soltas, que misturam segmentos e técnicas com maestria – como alfaiataria com aplicações de paetês – são definidas pela estilista como ‘pijamas disfarçados’, nos quais ao vestir as pessoas sentem como se estivessem em casa.

A cada coleção, uma novidade como detalhe que faz toda a diferença. Na última fora a utilização de algodão sustentável. Obviamente que fazer uso de tanta irreverência e experimentação faz com que suas roupas não sejam tão acessíveis assim – uma camiseta custa, em média, R$500.

Midani, no entanto, não se incomoda nem um pouco com isso. Ciente da qualidade de suas criações, garante que suas peças são atemporais e valem o investimento.

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Adele Grandis: Taurina com ascendente em touro - isso explica muita coisa!