Hey, não depila não!

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Entre 120 mil e 70 mil anos pós a Era do Gelo, os humanos perderam a maioria dos pelos que revestiam seus corpos. Hoje, salvo as exceções, os fios predominam na cabeça, axilas e região genital.

Até a década de 80, depilação era um assunto raríssimo entre os homens e contava com poucas adeptas mulheres. Nos últimos anos, contudo, a história mudou. Muitas moças optam por ter o corpo inteiramente liso e não é raro se deparar com caras que batem cartão na depiladora.

A principal justificativa dos adeptos da cera e da gilete é a higiene. Muita gente não sabe, porém, que dentre as principais funções dos pelos está justamente proteger nosso organismo. Recorrendo à depilação, maiores as chances de ter complicações.

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Por quê? Bem, existem diversas teorias em torno dos pelos pubianos. O que todos sabem é que eles surgem na puberdade e nos acompanham pelo decorrer da vida, mas por qual razão?

De acordo com os especialistas se trata da Seleção Natural. Uma das hipóteses relaciona o surgimento dos pelos à procriação – eles aparecem quando nosso corpo está pronto para procriar e oferece proteção contra a fricção do ato sexual.

A outra teoria se volta aos dois tipos de glândulas sudoríparas que temos: a écrina, que excreta a produção de água e sal de forma inodora e a apócrina, localizada nas axilas e região genital – que usa os folículos do pelo para excretar fluídos ricos em proteínas, lipídios e bactérias.

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Nesse segundo caso, as glândulas exalam odor associados aos feromônios, que as mulheres têm maior capacidade em detectar (e sentir atração) durante a ovulação, quando estão no período fértil.

Um recente estudo realizado com mil estudos de universidades americanas revela que 96% das mulheres e 87% dos homens entrevistados removem parcial ou totalmente os pelos pubianos.

75% dos voluntários em geral reclamam da coceira provocada durante o crescimento de novos pelos e 40% têm algum tipo de erupção cutânea por conta da depilação. Pele irritada e pelos encravados são outras reclamações constantes.

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Tais fissuras cutâneas contribuem ainda mais para a infecção e/ou transmissão de doenças sexualmente transmissíveis – clamídia, HPV e gonorreia são as mais associadas à depilação íntima.

Dado nosso recado, fica a dica; até que ponto vale a pena considerar questões meramente estéticas e deixar sua saúde em risco?

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Adele Grandis: Taurina com ascendente em touro - isso explica muita coisa!