Zentai: a tendência japonesa que usa do anonimato para se expor

TO GO WITH STORY Japan-culture-costumes,FEATURE by Harumi Ozawa This picture taken on January 25, 2014 shows members of Tokyo Zentai Club chating each other at a park in Tokyo. Some meet through Internet forums and through gatherings like the Tokyo Zentai Club, whose ten members get together every other month, just like any other group, to hold barbecues or parties. Unlike any other group, they are covered head-to-toe in skintight Lycra.They are part of a small subset in Japan with a fetish for wearing outfits called "zentai" -- an abbreviation of "zenshintaitsu", which means "full body suit" -- who say they are seeking liberation through the complete sublimation of the physical self.  AFP PHOTO / Yoshikazu TSUNO

Os japoneses encontraram uma alternativa um tanto quanto exótica de desestressar e se aliviar das tensões do dia a dia. Eis o ‘zentai’, contração de Zenshin taitsu, que em tradução literal quer dizer “o corpo todo“. E o que isso significa? Uma comunidade composta por pessoas de todas as idades, sexos e estilos de vida, que cobrem o corpo dos pés à cabeça com macacões de lycra.

Basta uma rápida busca no Google, Facebook, Instagram ou qualquer outra rede social para se deparar com fóruns e imagens da galera que usa do anonimato proporcionado pela vestimenta para espairecer e sentir-se livre das pressões sociais. Os adeptos marcam encontros via internet e se encontram em clubes, festas particulares ou pontos públicos para bater um papo e se relacionar sexualmente.

O Zentai Ž um macac‹o, usualmente feito de elastano, que cobre o corpo em sua totalidade. Seu nome vem do japons e Ž contra‹o de Zenshin taitsu, isto Ž, Òo corpo todoÓ. A roupa j‡ Ž utilizada na para efeitos especiais, fantoches e dana acadmica e foi incorporada pelos japoneses fetichistas nas suas brincadeiras er—ticas, O Zentai tambŽm Ž o resultado de um fetichismo com forte liga‹o a uma roupa que parece uma segunda pele : Ž o corpo na sua totalidade que o/a fetiche procurar‡ cobrir n‹o s— pela sensa‹o que lhes d‡ esta roupa, mas tambŽm pela aparncia e o anonimato que lhes proporciona, alŽm da garantia de n‹o chegar a um ato sexual completo ...

Sim, estendendo o contexto sexual além da mera penetração, devemos considerar o fetiche pelo toque (algo em falta em muitos relacionamentos). A atração e o prazer proporcionados pelos ‘tarados do spandex’ nada tem a ver com chegar às vias de fato. O interessante é a sensação física de vestir a lycra e tocar outras pessoas vestidas da mesma forma.

Com zíperes ou velcros em pontos estratégicos – como a genitália – o macacão permite aos usuários irem normalmente ao banheiro. Com o tecido que expande, é possível também ingerir líquidos, com cautela para não se sujar. Comer, porém, está fora de cogitação.

TO GO WITH STORY Japan-culture-costumes,FEATURE by Harumi Ozawa This picture taken on February 7, 2014 shows Hokkyku Nigo (L) chating with another man in full body suit at a bar in Tokyo. She dresses in a skin-tight, all-in-one Spandex body suit that covers everything -- including her eyes -- and sits in bars, alone but liberated, she believes, from the judgement of others. Hokkyoku Nigo is part of a small subset in Japan with a fetish for wearing outfits called "zentai" -- an abbreviation of "zenshintaitsu", which means "full body suit" -- who say they are seeking liberation through the complete sublimation of the physical self.  AFP PHOTO / Yoshikazu TSUNO

Confeccionadas em misturas de nylon ou de spandex (outros materiais, como o algodão e a lã, também são utilizados), as vestimentas podem não ser lá tão confortáveis assim, mas os adeptos do zentai defendem o fato de poder se entregar aos desejos individuais livres dos tradicionais valores conformistas da sociedade japonesa como extremamente válido.

Cobranças sociais, famílias conservadoras e crises de identidade pessoais saem de cena quando o anonimato ganha espaço. É impossível ser reconhecido, bem como reconhecer aos outros com o macacão cobrindo o corpo inteiro. Vive-se a elegância do silêncio – quanto mais se esconde, mais atraente se é, em todos os aspectos.

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Deixando de lado a constante preocupação quanto à aceitação e julgamentos de terceiros, mais de três mil japoneses aderiram ao movimento apenas em Tóquio. A tendência tem se espalhado além do Oriente. Na Inglaterra há a organização Zentai Project e no Brasil, alguns adeptos da prática despontam desde o semestre passado.

Para o professor Ikuo Daibo, da Tokyo Mirai University, o zentai indica um senso de abandonamento social: ‘No Japão, muitas pessoas se sentem perdidas e não conseguem encontrar seu papel na sociedade. Têm-se muitos modelos, mas a incapacidade de escolher a qual seguir. Essas pessoas estão tentando expor suas profundezas escondendo suas identidades. Considero uma forma muito interessante de comunicação’.

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Por mais que o movimento seja uma tendência atual, o zentai foi criado em pelo fotógrafo Marcy Anarchy, no Japão, em 1985. Sua ideia inicial era explorar, fazendo uso da arte, questões de identidade através de diferentes formas de vestir.

O Zentai Ž um macac‹o, usualmente feito de elastano, que cobre o corpo em sua totalidade. Seu nome vem do japons e Ž contra‹o de Zenshin taitsu, isto Ž, Òo corpo todoÓ. A roupa j‡ Ž utilizada na para efeitos especiais, fantoches e dana acadmica e foi incorporada pelos japoneses fetichistas nas suas brincadeiras er—ticas, O Zentai tambŽm Ž o resultado de um fetichismo com forte liga‹o a uma roupa que parece uma segunda pele : Ž o corpo na sua totalidade que o/a fetiche procurar‡ cobrir n‹o s— pela sensa‹o que lhes d‡ esta roupa, mas tambŽm pela aparncia e o anonimato que lhes proporciona, alŽm da garantia de n‹o chegar a um ato sexual completo ...

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Adele Grandis: Taurina com ascendente em touro - isso explica muita coisa!