O museu dos corações partidos

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Em 2003, após quatro anos de relacionamento, a produtora de vídeos Olinka Vištica e o escultor Dražen Grubišić romperam. Terminando amigavelmente, brincaram que poderiam transformar a casa onde moravam em um museu de quinquilharias de um ex-amor.

Três anos mais tarde, o moço retomou o contato com a antiga parceira propondo que, realmente, transformassem a piada do fim de namoro em um projeto sério. Ela aceitou e assim surgiu o Museum of Broken Relationships (ou Museu dos Relacionamentos Quebrados).

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Cada um reuniu pertences que foram ou ganharam de antigos amores e pediram aos amigos para que fizessem o mesmo. Em 2006, a dupla realizou a primeira exibição pública da miscelânea, durante o 41º Salão de Zagreb, na cidade homônima, na Croácia.

Desde então, o duo viajou para África do Sul, Alemanha, Argentina, Bósnia, Cingapura, Eslovênia, Estados Unidos, Filipinas, Herzegovina, Inglaterra, Macedônia, Sérvia e Turquia. A cada parada conquistou ainda mais objetos para compor o acervo do museu itinerante. 30 itens foram coletados apenas em Berlim, onde a exposição passou em 2007.

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Entre 2006 e 2010, mais de 200 mil pessoas conferiram a mostra. Em outubro de 2010 o museu finalmente conquistou ponto fixo, em Zagreb. Aberto sete dias por semana, o espaço encoraja a discussão e reflexão da fragilidade das relações humanas ao mesmo tempo em que aproxima os visitantes de questões culturais, políticas e sociais de distintas sociedades – uma vez que cada item conta com informações sobre seu contexto, resumo do relacionamento ao qual pertenceu e país de origem.

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São objetos dos mais diversos, além de cartas, fotografias e mensagens. Os idealizadores consideram o museu uma arte conceitual que funciona como hologramas de memórias e emoções, transformando cada objeto em uma lembrança protegida; pedaços de relacionamentos que perpetuados em memórias seguras.

Interativo, o espaço permite aos visitantes gravarem confissões, escreverem mensagens e/ou doarem seus próprios objetos em uma sala intimista e com acesso controlado (pode entrar apenas uma pessoa por vez).

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Nessa primeira década de atividade, o museu já virou livro e também conta com uma versão online, na qual boa parte do acervo pode ser conferida virtualmente.

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Adele Grandis: Taurina com ascendente em touro - isso explica muita coisa!