Mulher paga menos em balada hétero e mais em festa gay

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Muitas vezes abrimos o Facebook afim de uma festa legal e saber as atrações e os valores que vão ter na sua cidade naquele final de semana. Mas rapidamente nos desanimamos quando vemos que muitas  baladas e eventos escolhem colocar um preço ‘diferenciado’ para a mulher. Então nos questionamos: por que isso acontece?

Em baladas consideradas héteros (onde o foco é esse público) vemos que é comum colocar mulheres por um valor mais baixo. Muitas aceitam sem questionar, achando que é uma vantagem você pagar R$10 ou R$5 reais mais barato que um homem. Diversos produtores que promovem os famosos ‘open bar’, onde o evento conta com bebidas liberadas,  justificam que as mulheres consomem menos. Mas a verdade não é essa e é cruel.

Os valores de muitos eventos são menores para ter mais mulheres para serem “caçadas”, ou seja, um homem chega na festa e tem uma diversidade maior de mulheres para escolher. Um pensamento tão machista que rimos de desespero. Então achamos esse vídeo da JoutJout, onde ela questiona isso e fala sobre a cultura do estrupo em que vivemos:

Mas a gente ainda não havia problematizado as baladas gays. Sim, gays e não LGBTQ+, em resumo, as festas GGGG (gaygaygaygay). Eventos que colocam valores abusivos na entrada, afim de afastar o público feminino, preços que chegam ao dobro dos cobrados dos homens, tudo isso para manter um ambiente viril (haha) e super masculinizado (hahaha).

Ouvimos de muitas mulheres “as baladas gays são ótimas pois não os mexem com a gente e podemos dançar tranquilamente”, mas será que esses valores estão dizendo que vocês são bem vindas? Acredito que não.

O caso ainda intriga mais quando colocamos na mesa a questão do não binarismo. Então se uma travesti resolver ir em uma balada como essa, ela paga quanto? Ou no caso de uma pessoa que se identifica com ambos os gêneros, ou uma pessoa transsexual que não está afim de se hormonizar e modificar seu corpo, qual o valor?

O LINE UP

Outra curiosidade triste de se observar é a falta de representatividade de mulheres nos line-ups das festas e pessoas não binarias. Só vemos homens normativos ou então Drag Queens dominando o line-up das festas. Não temos nenhuma abertura para as mulheres no cenário de entretenimento no Brasil.

Deixaremos aqui a reflexão: O que a mulher representa em uma festa hétero ou gay?

 

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DUDX é editor-chefe da A Coisa Toda, artista, comunicador e produtor cultural.