Pussy Riot quer inaugurar museu feito por, para e sobre mulheres

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Pussy Riot ganhou o mundo em março de 2012, quando realizou um show improvisado e não autorizado na Catedral de Cristo Salvador de Moscou – denunciando Vladimir Putin. Na ocasião, três das onze integrantes da banda foram presas e acusadas de vandalismo motivado por intolerância religiosa. Fundado sete meses antes, o grupo russo de punk-rock é altamente engajado nas causas sociais, especialmente as feministas.

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Antes de se voltarem à música, as meninas se juntaram como um coletivo de arte punk, mas foi através de suas canções que conseguiram – e assim seguem – conquistar a atenção das pessoas e mobilizá-las em protestos globais que vão de acordo com suas ideologias. Agora, porém, elas têm planos ainda maiores.

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Considerando que há pouco espaço para as mulheres se expressarem artisticamente – apenas 25% do calendário anual do Tate Modern é composto por nomes femininos, 16% do Pompidou e 14% do Guggenheim têm mostras assinadas por mulheres, o grupo decidiu inaugurar seu próprio museu, o New Balkan Women’s Museum, em Montenegro, no Leste Europeu.

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Na mídia e nos espaços públicos as mulheres quase não têm vez. Muitas pessoas têm medo de dizer o que realmente pensam, porque se o fazem acabam indo para a cadeia”, declarou a integrante Maria Alyokhina em entrevista ao site Artnet News. Levando em conta as estatísticas, a banda pretende mudar esta perspectiva com um espaço feito por, para e sobre mulheres.

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Homens serão bem-vindos como visitantes do museu, ainda sem data prevista para inauguração, mas o staff será composto exclusivamente por mulheres – seja na área administrativa, na curadoria ou nas mostras e exposições realizadas. Para tirar o projeto do papel, as artistas estão trabalhando em conjunto com a galerista Marat Guelman.

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Adele Grandis: Taurina com ascendente em touro - isso explica muita coisa!