A rua é para todos: artistas britânicos se unem em ação para enfatizar o lema

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Faz alguns anos, prédios e estabelecimentos comerciais londrinos ganharam spikes em suas fachadas. A justificativa das autoridades? Impedir a instalação de sem tetos nos locais. A medida, porém, não agradou a todos os moradores da cidade e alguns dos aparatos foram retirados, enquanto outros seguem instalados.

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Um grupo de artistas e ativistas britânicos recentemente se uniu para uma ação de guerrilha visando combater tal iniciativa desumana. Eles cobriram inóspitos pregos transformando-os em acolhedores ‘quartinhos’ – com direito a colchão e cabeceira com livros de arquitetura e planejamento urbano à disposição de todos.

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Cientes de que a série de instalações (batizada ‘Space, Not Spike’) não continuará por muito tempo nos locais, os artistas esperam que a ação sirva para chamar a atenção do público e dos políticos sobre os controversos spikes.

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Precisamos olhar para os mendigos ao invés de aliená-los. Esses spikes, por exemplo, não impedem apenas a presença deles nesses ambientes, mas de todas as pessoas de desfrutarem de um espaço público. Esta é uma medida que visa permitir a presença dos ‘bem-vindos’ e o afastamento dos ‘não bem-vindos’, ninguém pode sentar ou encostar por ali. Independente de quem tem ou não uma casa, a rua é pública e para todos”, explica o grupo no site do projeto.

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Adele Grandis: Taurina com ascendente em touro - isso explica muita coisa!