4661m²: Art in Prision – Grafiteiros se voluntariam para pintar penitenciária suíça

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Demorou a que o grafite fosse enxergado como arte – seja pela sociedade, seja pelos críticos. Hoje é vasta a lista artistas deste segmento com reconhecimento mundial, capazes de viver da própria arte e até faturar uma graninha.

Pensando nisso, no verão de 2012, os artistas Claude Lühti e Malik tiveram a ideia de voltar suas atenções àqueles que, assim como eles um dia, também se encontram à margem da sociedade.

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Baseado na Suíça, o duo enviou um e-mail para a Penitenciária Lenzburg – considerada a mais antiga e severa do país, propondo de pintar os muros do presídio. Não demorou a receberem uma resposta de Marcel Ruf, diretor da instituição, que se demonstrou favorável à iniciativa mais pediu por explicações mais detalhadas.

Só então se deram conta da grandiosidade do projeto: 4.661mil m² a serem grafitados – algo impossível de ser realizado apenas a quatro mãos. Com o apoio da UrbanArt da Suíça, selecionaram outros 14 artistas habilidosos e experientes na pintura de grandes murais – cada um com um estilo de ilustração diferente do outro.

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Foram 18 meses de visitas diárias à penitenciária e mais de mil latinhas de spray gastas para grafitar todas as paredes cinzas do estabelecimento, que hoje tem desde a fachada até os corredores e escadarias repletos de cor.

O experimento voluntário – foram os próprios artistas que arcaram com todos os custos – foi muito além das artes e os permitiu vivenciar o triste cotidiano dentro de um presídio. Através da ação, contudo, um ambiente frio, desconfortável e estéril foi transformado em um local aconchegante para os prisioneiros, seus visitantes e a equipe que ali trabalha.

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Agora, a diversidade das obras criadas proporciona a exposição de novos talentos do grafite seguindo os moldes de um museu – arte rara de ser vista em um ambiente árido, que passou a ter caráter inovador.

O projeto resultou no recém-lançado ‘4661m²: Art in Prision’, livro repleto de imagens e depoimentos nos quais cada artista relata sua experiência. A ideia é incentivar outros grafiteiros e profissionais das artes a investirem em ações similares em presídios ao redor do globo.

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Participaram da iniciativa Malik, Claude “Note” Lüthi, Robert Proch, Onur, Mizzo, Ti, Lain, Ata “Toast” Bosaci, Huran “Shark” Dogan, Daniel Zeltner, Sarah Parsons, Nevercrew (Pablo Togni and Cristian Rebecchi), Benjamin Solt, David Monllar e Chromeo.

Adoramos a proposta <3

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Adele Grandis: Taurina com ascendente em touro - isso explica muita coisa!